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APRESENTAÇÃO: Mercado da Música
guiadamusica.org
Daqui alguns anos esse guia será bem provavelmente o Guia do mercado brasileiro da musica on-line, tão grande são as transformações que a economia dessa linguagem vem sofrendo já há algum tempo face às novas tendências culturais, tecnológicas de produção e de desenvolvimento, que contribuem para a ampliação das suas vertentes atuais, quando ela alcança novas formas de criação e de difusão.
Blog, microblog, podcast, videocast, youtube, myspace, surge um novo vocabulário ligado a Web, cujo universo vai se desdobrando continuamente e nele nascem novas revistas digitais, portais de venda on-line, formatos como o mp3/mp4, produtos como o ipod, o iphone, a Tivo, televisão digital... e o que mais vier.
A eles se associam novas profissões que se impõem e atualizam a rede de produção na economia desse bem intangível: a música.
A novas interfaces digitais evoluem rapidamente e uma rede social como o Myspace, na origem reservada a criação por seus membros de uma página pessoal na internet a fim de marcar suas respectivas identidades on-line, lança-se hoje no domínio da venda digital de música. Esse serviço foi inaugurado em setembro de 2008 através de um acordo fechado com as grandes gravadoras do meio musical, quando foram colocados no seu site links para o site de venda on line Amazon. Esse portal deve chegar no Brasil em 2009, ele vai permitir que aos usuários do Myspace comprem faixas por download.
Para ajudar-nos no entendimento dessa e de outras transformações do mercado da música na era digital, publicamos nesse capitulo dois textos, e para reflexões mais amplas do tema propomos a leitura do livro Música: cultura em movimento, e de seu blog: wwwtotemusicais.com.br/blog
Digite Brasil no seu celular. A música digital hoje, é um texto escrito por Felippe Llerena diretor executivo da iMusica, primeira loja de venda de música digital legalizada do Brasil e America Latina. iMusica vende hoje em média 12 mil a 18 mil músicas por mês, tendo começado com a distribuição de artistas independentes, a empresa ampliou seu catálogo e já tem contrato com as maiores companhias do país: as gravadoras Sony-BMG, Warner, EMI e Universal. No Brasil a venda de música on-line não é uma realidade amplamente difundida, mas mesmo se o nosso público ainda não tem o hábito de comprar músicas sem “sentir fisicamente o disco”, o mercado de multimídia comercial dirige-se rumo a maturidade, prova disto é que hoje além da iMusica, a UOL já dispõem também de um e-commerce, o MegaStore, e o IG já anunciou que o terá em breve.
Face ao fenômeno de ampla disponibilização de conteúdos e especialmente da música na internet, julgamos ser de extrema importância a discussão dos direitos autorais. Publicamos aqui a posição de Gloria Braga, Superintendente Executiva do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição – ECAD, sobre o assunto através do texto: Direitos autorais e tecnologia da informação em movimento. Esse texto foi pronunciado durante o Fórum Musica: cultura em movimento em Belém dia 04 de junho.
Para ampliar as reflexões ainda no domínio dos direitos autorais, trazemos aqui a colaboração de Ronaldo Lemos sobre o projeto de licenciamento Creative Commons, cujas “licenças permitem que criadores intelectuais possam gerenciar diretamente os seus direitos, autorizando à coletividade alguns usos sobre sua criação e vedando outros”.
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